segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Excisão/Mutilação Genital Feminina

Há quatro tipos de circuncisão feminina:
  • Primeiro grau – remoção da parte superior do clítoris – isto é semelhante à circuncisão masculina.
  • Segundo grau – remoção completa do clítoris e de parte dos pequenos lábios.

  • Terceiro grau – remoção completa do clítoris e dos pequenos e grandes lábios.
  • Quarto grau ou infibulação – isto consiste em suturar os dois lados da vulva após a remoção do clítoris e dos pequenos e grandes lábios. É deixado um orifício pequeno para a menstruação.

A partir do segundo grau, falamos em mutilação. Problemas graves de saúde podem ser causados pela excisão, especialmente durante o parto.

A idade da circuncisão varia de acordo com o grupo étnico. Pode ser desde os sete dias de idade até quando se dá à luz pela primeira vez. Geralmente são as mulheres mais velhas que se encarregam deste ritual. Usam objetos afiados como facas, lâminas de barbear ou certas plantas.

As razões para a circuncisão

Muitas razões são dadas. No entanto, o objetivo principal é manter a mulher submissa ao homem. A excisão impede a mulher de desfrutar do sexo na sua totalidade e, sendo assim, as mulheres têm uma vida sexual de completa resignação. São mais dóceis porque sentem menos prazer. Algumas pessoas dizem que as mulheres que não foram circuncidadas não podem conceber.

No caso da infibulação, é para garantir a fidelidade da mulher. Na verdade, cada vez que o marido sai em viagem ele realiza a infibulação e no seu retorno ele ‘rasga’ os pontos.

As complicações

Imediatas…

* sangramento grave, às vezes resultando em morte
* ferimentos causados a órgãos vizinhos como a uretra e reto
* infecção devido à falta de higiene, sendo a mais séria o tétano.

Posteriores…

* dores severas durante as relações sexuais
* problemas sexuais, pois a mulher não sente desejo nem prazer
* infecções vaginais repetidas
* fístulas.

Riscos durante o parto

Nas mulheres circuncidadas, geralmente é forçoso fazer-se cortes grandes – episiotomias – durante o parto pois a abertura da vagina é muito reduzida, correndo-se assim o risco de lesar o reto ou a uretra.